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8 de setembro de 2010
Bruna Steinbach Bruna Steinbach Bruna Chaves Steinbach Silva, 23 anos. Jornalismo é um ofício, escrever é um dom. Alguma sugestão, crítica ou opinião? Serão bem-vindas! Contatos: bru.chaves@hotmail.com / [http://www.venusdemile.blogspot.com] /... Saiba mais

Um dia eu serei livre...

Em 07/02/2010 às 19:22
Um dia eu serei livre...

Há 23 anos eu moro em João Pessoa, e mesmo viajando pra outros lugares e me aventurando em trilhas por mato a fora eu nunca morei em outra cidade. Minha vontade é jogar tudo pro alto, colocar uma mochila nas costas e partir. Agora partir sem dia para voltar, sem destino, sem rumo, bem nômade mesmo. Acho que ficar presa dentro de uma cidade por causa de trabalho ou dinheiro é muito pouco para mim. Eu não. Eu quero ser livre! Conhecer o mundo. Respirar novos ares, subir em montanhas e morros, mergulhar nas profundezas do oceano, navegar em alto-mar, voar e me sentir viva de verdade!

Uma vez escalei numa pedra, sem proteção e segurança nenhuma, em Cachoeira do Ouricuri, no interior da Paraíba. Eu estava molhada e consequentemente minhas mãos não tinham total firmeza, não tinha aonde eu me agarrar, só apenas uns poucos galhos da mata ao redor que estavam agregados na lateral da superfície da rocha, mas para ir pro outro lado e atingir ao topo da cachoeira a pedra era lisinha, lisinha. Enfim, subi até o topo, fiquei de pé, abri os braços e gritei: "Liberdade!"

Será a liberdade essa que sentimos diante de um esforço supremo contra os obstáculos da natureza? Ou liberdade é você poder fazer o que quiser com as suas próprias forças e vencer o seu próprio cansaço? Ou talvez liberdade seja ainda algo maior que tudo isso... e digamos que essa sensação de ser livre seja só a "pontinha do iceberg" do que realmente é a verdadeira liberdade.

A natureza nos dá milhões de oportunidades diariamente para ao menos sentirmos essa sensação. São pequenas coisas do cotidiano que são capazes de nos oferecer dignamente essa alegria. Porém, enquanto as pessoas estiverem bitoladas em suas casas, televisões e computadores, jamais poderão sentir isso presas em seus domicílios. No máximo, se sentirão bem fazendo o que gostam. E isso ainda é pouco. Essas pessoas se sentem satisfeitas, muitas são acomodadas mesmo, mal sabem elas o quanto estão adormecidas e enganadas de sua própria existência.

Você chegou aonde queria? Se senti totalmente realizado por suas conquistas materiais? Está feliz porque se casou com um homem que te dá conforto, estabilidade e segurança na vida? Se acomodou com a sua aposentadoria e viver jogando dominó na esquina de casa te ajuda a sair do ócio (do óbvio?) É uma mãe radiante de felicidade porque dará à luz o seu primeiro filho e tem todas as condições financeiras do mundo para criá-lo como um príncipe? Se senti uma pessoa batalhadora porque finalmente conseguiu comprar a casa-própria? Pensa que já tem tudo e que não te falta mais nada? Ou vive buscando realizar-se nos seus desejos físicos e nunca está completamente satisfeito?

O ser humano é dividido em duas esferas: os satisfeitos e insatisfeitos. Os satisfeitos são aqueles que estão felizes com o que são, com o que têm e o que adquiriram ao longo da vida. Os insatisfeitos são os que nunca estão felizes, mesmo que tenham tudo, sempre lhe falta algo... e há a subesfera dos insatisfeitos que são felizes com o que têm mas não aceitam o sistema atual de vida que prega o materialismo e o consumo exarcebado. Estes estão sempre em busca de algo que tenha sentido mais profundo, estes são os desbravadores do mundo astral, e buscam na esfera mística e espiritual a chave de toda a sabedoria humana, que nada tem haver com o intelectualismo.

E a sabedoria está oculta nas profundezas da quarta dimensão, universos paralelos, sétimo céu, planos superiores, mundo espiritual ou como cada um queira denominar. A física quântica já está estudando isso, e comprovando fatos. A liberdade está na nossa consciência humana.

Um dia eu serei livre...

Bruna Steinbach

Redação

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