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3 de setembro de 2010
Humberto de Almeida

Humberto de Almeida

Filho mais novo do Compadre Heráclito, poeta que usou na vida a clarineta para nos contar as suas histórias musicais;e de Dona Chiquinha,poetisa das flores vendidas na porta de casa,cultivadas em jardim somente seu, este escriba já escreveu muito e viveu mais ainda, exercendo a “arte de viver”, principalmente essa, com a dignidade que eles deixaram como exemplo. Escreve por necessidade. O silêncio das palavras faz-lhe tanto mal quanto o barulho das “línguas cansadas”.Espécie em extinção de coiote louco uivando para lua,sempre manteve o rosto na janela.O estilo é o seu salário. Escreve aqui e alhures. A imprensa comportada, sempre de coleira e corrente nas mãos dos donos,acha que o seu estilo não condiz com o seu comportamento. Isto é, o comportamento dela.Por sua vez, embora muito estudado,anos de bancos universitários e de vida – botem, em ambos, anos nisso! –, nunca foi de merecer um prêmio-ovelha. Ou melhor,o de famoso “operário-padrão”. E,por fim,se um dia for indicado, entre todo o “rebanho”,para receber esse prêmio,podem ter certeza: os critérios para a sua escolha mudaram.
Redação

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